Orgulho Brasileiro: A Descoberta da UFRJ que Está Revertendo a Tetraplegia e Chocando o Mundo

Bruno Drummond, após um acidente que causou uma tetraplégia, ele conseguiu voltar a andar com o avanço na medicina brasileira

SAÚDE

12/28/20252 min read

O Caso Bruno: De Tetraplégico a Trilheiro

"O meu diagnóstico era andar de cadeira de rodas para o resto da vida, não tinha mais esperança." Essa frase, carregada de um peso que poucos conseguem imaginar, pertence ao analista Bruno Drummond. Em 2018, aos 24 anos, um grave acidente de trânsito o deixou tetraplégico, com uma lesão cervical completa que lhe tirou os movimentos do pescoço para baixo. Naquele momento, a medicina tradicional oferecia poucas perspectivas além da adaptação a uma nova realidade limitada, mas Bruno decidiu apostar no desconhecido e se tornou o rosto de uma revolução científica nascida nos laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A virada na vida de Bruno não veio por acaso, mas através de uma descoberta 100% nacional chamada Polilaminina. Desenvolvido pela equipe da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio após 25 anos de estudos e em parceria com o laboratório Cristália, o tratamento utiliza uma molécula presente na placenta humana e até em esponjas marinhas, a laminina. O grande trunfo dos pesquisadores foi conseguir reorganizar essa proteína em laboratório para criar uma espécie de malha tridimensional. Quando aplicada cirurgicamente na medula lesionada, essa substância funciona como um andaime biológico, orientando os neurônios a se reconectarem através da lesão e reconstruindo a "estrada" por onde passam os impulsos nervosos.

O resultado dessa aposta foi o que a família de Bruno classifica como um milagre da ciência. Cerca de um mês após receber a aplicação única do medicamento experimental, ele conseguiu mexer o dedão do pé, um pequeno movimento que causou choque e comoção em toda a equipe médica. A partir dali, com muito esforço e fisioterapia intensiva, a recuperação seguiu um ritmo impressionante. A musculatura das pernas voltou a responder e, posteriormente, os movimentos dos braços foram recuperados. Hoje, desafiando seu diagnóstico inicial, Bruno caminha, trabalha e retomou uma vida ativa, chegando a praticar trilhas e esportes.

Apesar do sucesso estrondoso no caso de Bruno e de outros voluntários que recuperaram sensibilidade e força, a comunidade médica mantém a cautela necessária para garantir a segurança de todos. O neurocirurgião Julio Barbosa, do Hospital Sírio-Libanês, ressalta que validar a teoria e obter resultados em grupos pequenos é apenas o primeiro passo, sendo essencial a realização de testes clínicos ampliados antes que o medicamento chegue às prateleiras. No entanto, o cenário em 2025 é de otimismo acelerado. O Ministério da Saúde e a Anvisa sinalizaram prioridade absoluta para os estudos da Polilaminina, e já existem registros de pacientes que conseguiram acesso ao tratamento via judicial, devido à importância da janela terapêutica ideal de aplicação nas primeiras 72 horas após o trauma.

Essa jornada, apoiada por instituições como a FAPERJ, prova que o Brasil ocupa hoje um lugar de vanguarda na neurociência mundial. Para nós, do O Lado Bom da Vida, a história de Bruno Drummond é a confirmação de que a esperança não é apenas um sentimento, mas o resultado de mentes brilhantes trabalhando a serviço da humanidade. Enquanto os testes avançam, fica a certeza de que o diagnóstico de "impossível" está, pouco a pouco, sendo reescrito pela dedicação e pela ciência brasileira.